FEMINICÍDIO : Ex-marido mata advogada e se suicida em Governador Valadares

Por Redacao JNM
junho 17, 2026 Atualizado há1 dia atrás
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A advogada criminalista Ana Paula Rocha foi morta a tiros na noite desta terça-feira (16), no Centro de Governador Valadares. O principal suspeito do crime é o seu ex-companheiro, identificado como Lucas Gomes, que tirou a própria vida logo após o ataque. O caso, que chocou a região, acende mais uma vez o alerta para os índices de violência contra a mulher no estado.

O crime aconteceu em um estacionamento localizado na Rua Belo Horizonte, próximo ao cruzamento com a Rua Caio Martins. Conforme as informações preliminares, Ana Paula havia acabado de sair do trabalho acompanhada de funcionárias quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ao perceber a presença de Lucas, a advogada tentou deixar o local, mas foi cercada pelo homem, que efetuou os disparos e, em seguida, atentou contra a própria vida.

Histórico de violência doméstica e medidas protetivas

De acordo com o tenente Maurício Corrêa, da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o casal já possuía um histórico de violência doméstica. Ana Paula estava em processo de separação e, no último dia 14 de junho, havia registrado uma ocorrência por descumprimento de medida protetiva.

“O autor teria se aproximado dela, proferido diversos xingamentos e ela fez um novo registro de ocorrência”, explicou o militar.

Polícia tentou realizar visita preventiva horas antes do crime

Ainda segundo o tenente, a PMMG chegou a programar uma visita preventiva à advogada horas antes do homicídio, como parte das ações institucionais de acompanhamento de vítimas de violência doméstica. O objetivo era monitorar a situação e orientar o autor sobre as consequências legais do descumprimento das ordens judiciais.

“Por volta de duas horas antes, tentamos realizar uma visita de praxe institucional exatamente para trazer tranquilidade à vítima e também orientar o autor […]. Porém, ela não foi encontrada no endereço informado. Duas horas depois, infelizmente, fomos acionados para essa ocorrência”, relatou o tenente Corrêa.

A perícia da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e o serviço funerário (rabecão) foram acionados para realizar os trabalhos periciais no local e o recolhimento dos corpos. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

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