REVIRAVOLTA E CHOCANTE REVELAÇÃO: Tragédia em Pedras de Maria da Cruz envolve sequestro, violência doméstica e feminicídio seguido de morte do autor
A trágica ocorrência registrada na MGC-135, em Pedras de Maria da Cruz, ganhou desdobramentos fortes e chocantes. O incêndio que consumiu um Volkswagen Gol e carbonizou duas pessoas no km 222 da rodovia não se tratou de um simples acidente de trânsito, mas sim do desfecho de um crime grave envolvendo atropelamento, sequestro e histórico de violência doméstica.
As duas vítimas carbonizadas foram identificadas como Maisa e o próprio namorado dela, apontado como autor da ação violenta.
Atropelamento, sequestro e fuga em alta velocidade
De acordo com a Polícia Militar, tudo começou após uma intensa discussão entre o casal. Testemunhas e familiares relataram que o homem atropelou Maisa e, em seguida, a forçou a entrar no carro.
A PM foi acionada e iniciou buscas imediatas na tentativa de interceptar o veículo na região do bairro Vila Maria e em estradas vicinais com sentido a São Francisco. Ao visualizar as equipes policiais, o motorista desobedeceu às ordens de parada e empreendeu fuga em altíssima velocidade.
Durante o acompanhamento tático, disparos de arma de fogo ou fortes estalidos foram ouvidos vindo na direção do veículo. Foi montado um forte esquema de cerco e bloqueio com apoio de guarnições das cidades vizinhas de Lontra e Japonvar, mas o automóvel conseguiu escapar temporariamente.
Testemunha ouviu gritos de socorro antes das chamas tomarem o veículo
A cerca de 15 quilômetros do centro de Pedras de Maria da Cruz, na rodovia em direção a Januária, o carro foi localizado fora da pista tomado por um incêndio de grandes proporções. Uma testemunha relatou ter ouvido gritos de socorro vindos de dentro do automóvel, mas não foi possível aproximar devido ao calor extremo e à intensidade do fogo.
Após o combate às chamas realizado pelo Corpo de Bombeiros, os dois corpos foram encontrados carbonizados no interior do habitáculo.
Histórico de agressões e investigações em andamento
Segundo familiares de Maisa, o namorado era usuário de drogas e já possuía histórico de comportamento extremamente agressivo e episódios frequentes de violência doméstica.
A Perícia Técnica da Polícia Civil de Minas Gerais realizou a análise da cena do crime e o recolhimento de provas. A Polícia Civil abriu inquérito para apurar a dinâmica exata dos fatos, se a colisão no barranco foi intencional e a causa determinante das mortes. A população da região segue chocada com a brutalidade do caso.
Carlos Britto
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