FRAUDE MILIONÁRIA: Advogado é preso em SP por golpe no mercado de gado do Norte de Minas

Por Redacao JNM
maio 22, 2026 Atualizado há2 dias atrás
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Ação da Polícia Civil desarticulou esquema que gerou prejuízo estimado em mais de R$ 2,5 milhões a produtores rurais, comerciantes e transportadores da região.

Uma operação conjunta entre as Polícias Civis de Minas Gerais (PCMG) e de São Paulo culminou, nesta quinta-feira (21), na prisão preventiva de um advogado de 40 anos, suspeito de chefiar um esquema milionário de fraudes no setor da pecuária do Norte de Minas. A prisão aconteceu na capital paulista e faz parte da Operação Pecus Fraudis.

Segundo as investigações coordenadas pela PCMG, o rombo financeiro deixado pelo investigado já ultrapassa a cifra de R$ 2,5 milhões. Além da prisão, a Justiça determinou o sequestro e o bloqueio de bens do suspeito, bem como o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados a ele.

Golpe usava nome de grande empresa para passar credibilidade

O esquema começou a desenhar suas linhas no Norte de Minas em agosto do ano passado, quando o advogado iniciou as negociações na região. No entanto, o ápice do golpe ocorreu de forma intensificada entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026. Nesse período, dezenas de pecuaristas, transportadores e comerciantes locais foram lesados.

Para atrair as vítimas e não levantar suspeitas, o investigado utilizava uma tática sofisticada de persuasão:

  • Falsa identidade corporativa: Ele se apresentava como sócio ou representante de um grande e renomado grupo empresarial, de propriedade de um parente seu.
  • Aparência de legalidade: Para passar total credibilidade, o advogado chegava a usar uniformes, crachás corporativos e veículos identificados com a marca da empresa nas reuniões com os produtores do Norte de Minas.

Os crimes investigados: Com base em um robusto faturamento de provas — que inclui notas fiscais, guias de trânsito animal (GTA), registros agropecuários e dados financeiros —, a polícia aponta que o suspeito responderá pelos crimes de estelionato qualificadolavagem de capitais e associação criminosa.

A Polícia Civil segue analisando os materiais apreendidos para identificar se há a participação de outras pessoas no esquema e se o valor do prejuízo causado aos produtores norte-mineiros pode ser ainda maior.

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