Vidas em Suspenso: Moradores de Porteirinha completam 10 dias desalojados e denunciam silêncio das autoridades

Redacao JNM
março 11, 2026 março 11, 2026
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SOS Lajes: Comunidade em Porteirinha vive dias de terror sob ameaça de rompimento de barragem

PORTEIRINHA, MG – O que era para ser o sossego de décadas se transformou em um pesadelo sem fim para os moradores da comunidade de Lajes, na zona rural de Porteirinha, Norte de Minas. Há mais de dez dias, a população vive em estado de alerta máximo após o transbordamento de uma barragem local, que ameaça varrer do mapa casas, histórias e vidas.

O Medo que Não Dorme

Desde o dia 1º de maio, quando fortes chuvas elevaram o nível da água a patamares críticos, o cenário é de desolação. Famílias inteiras foram forçadas a abandonar suas residências, buscando refúgio na casa de parentes ou vizinhos.

“Bens materiais a gente substitui, mas a vida não”, desabafou uma moradora que está fora de casa com as filhas há dez dias. O sentimento de perda é agravado pela origem humilde dos afetados: para muitos, os móveis e eletrodomésticos perdidos representam o trabalho de uma vida inteira.

Descaso e Promessas Vazias

A principal revolta da comunidade não vem apenas da natureza, mas da inércia do poder público. Relatos indicam que, apesar de diversas inspeções e visitas técnicas, nenhum laudo oficial foi entregue e nenhuma medida prática de contenção ou reparo foi iniciada.

  • Insegurança Habitacional: Moradores com mais de 50 anos de raízes na região afirmam nunca ter vivido tamanha incerteza.
  • Saúde Mental: O clima de ansiedade e depressão é generalizado. “Estamos todos estressados, sem dormir, sem saber se amanhã nossa casa ainda estará de pé”, relata uma residente de 38 anos.
  • Vulnerabilidade: Casos dramáticos, como a evacuação às pressas de uma idosa e um homem com deficiência visual durante a enchente, reforçam o risco extremo a que estão expostos.

Um Grito por Socorro

A comunidade de Lajes agora apela para a solidariedade e a pressão midiática. Com a previsão de novas chuvas fortes, o medo de um rompimento total da estrutura é real e imediato.

“O trabalho deveria ter sido feito ontem, não hoje. Estamos em risco extremo e ninguém nos dá uma resposta concreta”, afirma um dos líderes do movimento comunitário.

Os moradores exigem que as autoridades saiam do campo das promessas e apresentem uma solução definitiva. Enquanto o relatório prometido não chega, o povo de Lajes permanece em vigília, vigiando as águas que ameaçam apagar o seu futuro.

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