Choque em Taiobeiras: Adolescentes são investigados por estupro coletivo de menina de 12 anos

Por Carlos Britto
abril 30, 2026 Atualizado há5 horas atrás
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Choque em Taiobeiras: Adolescentes são investigados por estupro coletivo de menina de 12 anos

Uma operação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), deflagrada na manhã desta segunda-feira (27), trouxe à tona um caso que estarreceu a população de Taiobeiras e de todo o Norte de Minas. Três adolescentes de apenas 14 anos são alvo de investigação por atos infracionais análogos aos crimes de estupro de vulnerável e produção/compartilhamento de material sexual.

O Crime na Zona Rural

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), apontam que os fatos ocorreram no último dia 17 de abril. De acordo com a PCMG, o trio teria atraído a vítima, uma garota de 12 anos, para um encontro em um terreno abandonado na zona rural do município. No local, teriam ocorrido atos libidinosos e conjunção carnal.

O agravante, segundo a polícia, é que o grupo filmou toda a ação. O conteúdo ilícito foi posteriormente compartilhado entre os envolvidos através de aplicativos de mensagens, o que motivou a urgência na apreensão dos dispositivos eletrônicos para interromper a propagação do vídeo.

Proteção à Vítima e Rigor da Lei

Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, resultando no recolhimento de celulares e outros dispositivos que servirão como provas digitais. A delegada responsável pelo caso, Mayra Coutinho, enfatizou que a intervenção rápida foi essencial para preservar a integridade da vítima e garantir a custódia das evidências.

Um ponto fundamental destacado pela autoridade policial diz respeito à vulnerabilidade absoluta:

  • Conforme a nova Lei nº 15.353/26 (sancionada em março deste ano), por se tratar de uma vítima menor de 14 anos, o crime é configurado independentemente de qualquer alegação de consentimento.

Providências Legais

Os três jovens foram conduzidos à Delegacia de Polícia acompanhados pelo Conselho Tutelar e por seus responsáveis legais. Eles foram apresentados ao Ministério Público, que deverá determinar as medidas socioeducativas previstas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).


Nota do Repórter: Casos que envolvem crianças e adolescentes exigem sigilo e cuidado extremo. O foco principal das autoridades agora é o acolhimento da vítima e a interrupção total da circulação das imagens nas redes sociais. Compartilhar esse tipo de material também configura crime.

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