Crise em MG: Diretora da Codevasf viaja para Nova Iorque com Janja enquanto barragem ameaça romper
Alessandra Rossin, diretora da estatal, terá 10 dias de agenda nos EUA com despesas pagas pelo erário; em Porteirinha (MG), a Barragem das Lajes está em nível de alerta máximo de colapso.
A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) está no centro de uma polémica que envolve prioridades orçamentais e gestão de crises. Enquanto a estrutura da Barragem das Lajes, situada em Porteirinha, no Norte de Minas Gerais, enfrenta um risco iminente de rutura, a diretora da estatal, Alessandra Rossin, embarcou para Nova Iorque para integrar a comitiva da primeira-dama, Janja Lula da Silva.
Agenda internacional vs. Emergência local
A viagem oficial, autorizada pela presidência da Codevasf, estende-se entre os dias 9 e 19 de março. Rossin participa de um evento da Organização das Nações Unidas (ONU) focado em questões sociais e de género, acompanhando a primeira-dama brasileira. O deslocamento inclui o pagamento de passagens aéreas em classe executiva, seguro-viagem e diárias internacionais pagas com recursos públicos.
Simultaneamente, o cenário em Minas Gerais é de apreensão. A Barragem das Lajes, que é administrada pela própria Codevasf, entrou em nível de emergência após vistorias detetarem anomalias estruturais graves. A Defesa Civil local e equipas técnicas da estatal foram mobilizadas para monitorizar a área, mas a ausência de uma figura do alto escalão da companhia no terreno, preferindo uma agenda diplomática nos Estados Unidos, gerou fortes críticas de parlamentares e da população local.
O risco em Porteirinha
A estrutura em causa armazena milhões de metros cúbicos de água e, em caso de colapso, pode atingir comunidades rurais e centros urbanos próximos, causando um desastre ambiental e humano de grandes proporções. Moradores da região relatam que a comunicação da Codevasf tem sido “insuficiente” e que o clima é de pânico perante a possibilidade de uma tragédia semelhante às de Mariana ou Brumadinho.
Reações e Questionamentos
A oposição no Congresso Nacional já se movimenta para pedir esclarecimentos sobre a “pertinência técnica” da viagem de Alessandra Rossin. Questiona-se por que razão uma diretora de uma estatal focada em infraestrutura e desenvolvimento regional foi destacada para um evento de cariz social em Nova Iorque no exato momento em que uma das principais obras sob sua responsabilidade ameaça ruir.
Em nota, a Codevasf limitou-se a informar que a participação na comitiva da ONU faz parte da “agenda institucional de fortalecimento de políticas públicas” e que as equipas de engenharia já estão a atuar no reforço da barragem em Minas Gerais.
Até ao momento, o Palácio do Planalto não comentou a presença da diretora na comitiva de Janja.
Destaques da Notícia:
- Local do conflito: Porteirinha, Minas Gerais.
- Personagem central: Alessandra Rossin (Diretora da Codevasf).
- O problema: Priorização de agenda externa em Nova Iorque em detrimento de uma crise de segurança nacional.
- Duração da viagem: 10 dias com custos cobertos pela estatal.
Fonte: Veja.arbil
Redacao JNM
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