CACIQUE FORAGIDO: PF faz cerco para prender líder indígena suspeito de homicídio em São João das Missões
Crime ocorreu na Aldeia Sumaré 3; vítima de 35 anos levou tiro no peito e golpe no pescoço. Investigação foi assumida pela Polícia Federal e motivação política é apurada.
Um homicídio brutal chocou a comunidade indígena do povo Xacriabá na noite do último sábado, na zona rural de São João das Missões, no Norte de Minas Gerais. José Aparecido Alves da Cruz, de 35 anos, foi brutalmente assassinado a tiros e atingido por um corte profundo no pescoço na Aldeia Sumaré 3.
O principal suspeito do crime é o próprio cacique da comunidade, um liderança indígena de 64 anos (com relatos de até 66 anos entre testemunhas), que fugiu logo após os disparos e permanece foragido. Por ter ocorrido no interior de uma reserva indígena, o caso foi repassado à Polícia Federal (PF), que assumiu a condução do inquérito.
Discussão em Festa com Som Automotivo
De acordo com o registro inicial atendido pela Polícia Militar, a vítima e o suspeito participavam de uma confraternização social com carro de som na aldeia. Em dado momento, os dois homens iniciaram uma acalorada discussão verbal.
Testemunhas relataram que ambos se afastaram do público principal e continuaram o desentendimento em um local mais reservado. Pouco tempo depois, os moradores da aldeia ouviram barulho de estampidos de arma de fogo.
Ao irem até o local verificar, os populares encontraram José Aparecido já caído no chão, sem sinais vitais. A perícia constatou uma perfuração por disparo de arma de fogo no peito e uma lesão provocada por objeto cortante na garganta.
PF Investiga Motivação sob Sigilo; Suspeito Segue Foragido
As primeiras informações levantadas no local apontavam que o crime poderia ter sido motivado por disputas de cunho político regional. No entanto, as autoridades policiais e os investigadores da PF trabalham com outras linhas de apuração que estão mantidas sob sigilo para não comprometer o trabalho de campo.
Por se tratar de uma liderança conhecedora do território e da vegetação nativa do semiárido, o suspeito leva vantagem geográfica na ocultação, o que exige um cerco minucioso das forças de segurança nas áreas de mata e nos acessos à reserva Xacriabá.
Redacao JNM
Formada por estágiários em jornalismo e colaboradores independentes do Norte de Minas
Ver todos os artigos →Notícias Relacionadas
Divergência sobre a criação de uma nova unidade de ensino…
Veículo do candidato do Republicanos teve pneu estourado durante deslocamento…
Crimes ocorreram em agosto de 2025 na Aldeia Riacho dos…
Deixe um comentário