“Seguirei a voz do povo”: Tiago desafia prefeitura a realizar consulta pública antes de aprovar financiamento de R$ 2,6 milhões
Em um discurso contundente na tribuna, o vereador questionou a ausência de investimentos em comunidades rurais e denunciou o descaso com o saneamento básico: “Crianças de três anos com doenças causadas por água contaminada”
A tranquilidade da última sessão na Câmara de Vereadores deu lugar a um desabafo carregado de cobranças. O vereador Tiago subiu à tribuna para se posicionar contra a forma como o Executivo pretende gerir um novo pedido de financiamento. Para o parlamentar, o projeto ignora necessidades básicas de quem vive na periferia e na zona rural, priorizando obras de fachada em vez de dignidade humana.
Falta de Água e Saúde Pública
O ponto mais crítico da fala de Tiago foi a situação da comunidade de Cocos. Segundo o vereador, enquanto se discute a contratação de novos empréstimos, moradores daquela localidade sofrem com a falta de água ou, pior, com o consumo de água imprópria.
“O meu próprio corpo sente. Esse empréstimo é a injustiça de não ir nem um centavo para a comunidade de Cocos. Uma comunidade onde existe água contaminada. Tem crianças hoje, com três anos, com doenças causadas por essa água, como xistose”, denunciou o parlamentar.
Tiago criticou a postura de secretários municipais que, segundo ele, demonstram “preocupação”, mas não apresentam atitudes. Ele relembrou que, junto ao colega Máximo, já destinou verba de emenda impositiva para a perfuração de um poço artesiano, mas que a solução definitiva depende de uma gestão executiva mais eficiente.
Questionamentos sobre Transparência
O vereador também trouxe à tona o histórico de empréstimos e investimentos da prefeitura que, segundo sua análise, não entregaram o resultado esperado:
- Dívidas passadas: Citou um empréstimo anterior de R$ 1 milhão que ainda está sendo pago pelo município.
- Placas Solares: Relembrou o projeto de R$ 900 mil para energia fotovoltaica, afirmando que muitas placas ainda não foram sequer instaladas.
- Fábrica de Bloquetes: Questionou o paradeiro das máquinas da fábrica de pavimentação, que deveriam estar “a todo vapor” calçando as ruas da cidade.
Voto Condicionado à Voz do Povo
Diferente de uma oposição puramente política, Tiago sugeriu uma saída democrática: a realização de uma Audiência Pública. Ele afirmou que não é contra o desenvolvimento, mas exige saber o real impacto financeiro para as contas de Miravânia.
“Chama o povo para votar nesse empréstimo. Se a maioria for a favor, meu voto também é”, desafiou.
Dever ou Mérito?
O discurso também serviu para rebater falas de colegas sobre o pagamento em dia dos servidores. Para Tiago, pagar salários não é motivo de aplausos, mas uma obrigação elementar de qualquer gestor. “O servidor levanta cedo, cumpre seu horário. O mínimo que ele tem que ter é o salário na conta. O dia que eu não fizer isso, não estou cumprindo minha obrigação de patrão”, pontuou.
Ao encerrar, o vereador reafirmou seu compromisso com a comunidade de Cocos e todo o município de Miravânia, reforçando que sua atuação na Câmara não é um “teatro”, mas uma representação direta das necessidades de quem mais precisa.
Redacao JNM
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