Vereadora Jizélia Lima Reitera Denúncia Sobre Precariedade na Casa de Apoio aos Pacientes de Montalvânia
A garantia de condições dignas e humanizadas para os pacientes que necessitam de tratamento médico fora do município segue no centro do debate público em Montalvânia. Em um novo pronunciamento, a vereadora Jizélia Lima voltou a denunciar a grave precariedade na prestação do serviço da casa de apoio (pensão) vinculada ao consórcio intermunicipal de saúde. Trata-se da segunda manifestação da parlamentar sobre o tema sem que providências efetivas tenham sido adotadas para corrigir os problemas apontados desde o primeiro alerta.
A parlamentar esclarece que a crítica não é direcionada à existência do espaço em si fundamental para o suporte aos cidadãos , mas sim às péssimas condições de acolhimento e à falta de insumos estruturais enfrentadas rotineiramente pelos usuários.
Reincidência na Precariedade e Abandono de Insumos
Segundo a vereadora, novos relatos enviados por munícipes nesta semana confirmam que o cenário degradante se mantém inalterado. Entre os pontos mais graves destacados na denúncia estão a superlotação extrema e a falta de itens básicos de sobrevivência e higiene.
“Algum tempo atrás eu fiz um vídeo falando da casa de apoio e, nesta última semana, recebi mensagens das pessoas reclamando que a situação não mudou, continua a mesma coisa. Ontem a pensão estava lotada, pessoas dormindo no chão e até papel higiênico uma pessoa teve que comprar. É uma situação totalmente desumana para com os nossos munícipes”, declarou a vereadora Jizélia Lima.
A parlamentar apontou ainda que o temor de perseguição política ou de eventuais prejuízos no acesso ao transporte e ao tratamento de saúde faz com que muitos pacientes evitem registrar reclamações formais.
Repasses Mantidos e Cobrança por Fiscalização
Apesar de a Secretaria Municipal de Saúde ter informado que a gestão operacional direta do espaço não cabe exclusivamente à pasta, Jizélia reforçou que a Prefeitura de Montalvânia encontra-se totalmente adimplente com os repasses financeiros devidos ao consórcio contratado. Diante disso, a cobrança recai sobre a responsabilidade do Executivo em fiscalizar com rigor a prestação do serviço terceirizado.
| Fatores Analisados | Situação Apurada |
| Objeto da Denúncia | A precariedade na prestação do serviço e a falta de insumos (não o espaço em si) |
| Histórico | Segunda denúncia pública sem soluções apresentadas desde o primeiro alerta |
| Condições Relatadas | Superlotação, acomodações no piso e desabastecimento de higiene básica |
| Situação Financeira | Repasses da Prefeitura de Montalvânia ao consórcio mantidos em dia |
| Encaminhamentos | Denúncia protocolada junto ao Ministério Público aguardando desfecho |
Cobrança por Respostas aos Órgãos de Controle
Diante da permanência do quadro de precariedade, a vereadora cobra agilidade por parte do Ministério Público, órgão ao qual formalizou a denúncia, e exige uma postura assertiva e definitiva do consórcio e do poder público municipal.
“Já fui ao Ministério Público, fiz a denúncia no órgão responsável, mas até agora não obtive resposta. O povo não merece mais tanto sofrimento. A prefeitura paga em dia e a população merece respeito e uma resposta convicta de que isso vai se resolver. Chega!”, concluiu.
O Jornal Norte de Minas deixa o espaço aberto para que a Prefeitura Municipal de Montalvânia, a Secretaria Municipal de Saúde, a diretoria do consórcio responsável e o Ministério Público possam se manifestar.
Douglas Muniz
Douglas Muniz é um jornalista de 26 anos que personifica a nova geração da comunicação no interior mineiro, atuando com um estilo prático e dinâmico que transita entre o rádio, a TV e o jornalismo digital. Sempre atento as novas notícias do Norte de Minas.
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