Operação Kodama: Polícia Civil desarticula esquema milionário de lavagem de dinheiro no setor de carvão em Taiobeiras e região

Carlos Britto
março 17, 2026 março 17, 2026
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Operação Kodama: Polícia Civil desarticula esquema milionário de lavagem de dinheiro no setor de carvão em Taiobeiras e região

TAIOBEIRAS – Uma megaoperação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), deflagrada nesta terça-feira (17), revelou um sofisticado esquema de crimes ambientais e lavagem de dinheiro que movimentava milhões de reais no Norte de Minas. Denominada Operação Kodama, a ação resultou no bloqueio de mais de R$ 55 milhões em ativos financeiros e na apreensão de bens de luxo.

As investigações tiveram início em 2023, após uma siderúrgica mineira ser autuada por receptar carvão de mata nativa sem licenciamento. A partir daí, a polícia descobriu que um grupo de investidores utilizava empresas de fachada no Norte de Minas para emitir notas fiscais e obter créditos florestais de forma fraudulenta.

Taiobeiras no centro das investigações

Embora a operação tenha abrangido 10 cidades mineiras, além do Distrito Federal e Sergipe, o município de Taiobeiras foi o principal foco da polícia.

  • Foram cumpridos 9 mandados apenas em Taiobeiras, onde se concentravam os principais alvos da organização.
  • Na cidade, os agentes apreenderam R$ 27.650,00 em dinheiro vivo.
  • No total da operação, o montante em espécie apreendido superou os R$ 30 mil.

Como funcionava o esquema

Segundo a delegada Bianca Landau Braile, o grupo misturava carvão de origem ilícita (mata nativa ou irregular) com produto legalizado. Para dar aparência de legalidade, utilizavam Guias de Controle Ambiental falsas e empresas com capacidade produtiva “fantasma”, que superavam em números até empresas consolidadas do setor.

Em apenas uma das áreas fiscalizadas, foram encontrados quase 9 mil metros cúbicos de carvão irregular, o equivalente a cerca de R$ 3,4 milhões em prejuízo ambiental e comercial.

Números e Medidas Judiciais

A Justiça determinou medidas severas contra os envolvidos:

  • Bloqueio financeiro: R$ 50 milhões em contas bancárias e outros ativos.
  • Veículos: Restrição judicial de frotas avaliadas em mais de R$ 10 milhões.
  • Sanções Administrativas: Suspensão de registros de pessoas jurídicas e impedimento de emissão de guias junto à Secretaria da Fazenda.

Cidades Alvo na Região

Além de Taiobeiras, a PCMG cumpriu mandados em:

  • Várzea da Palma, Três Marias, Coração de Jesus e Francisco Sá.
  • Águas Vermelhas, Indaiabira, Ubaí, Rio Pardo de Minas e Santo Antônio do Retiro.

Os investigados podem responder por lavagem de capitais, associação criminosa e crimes ambientais. A operação contou com o apoio do Departamento Estadual de Investigações Contra os Crimes de Meio Ambiente.


Fonte: G1 Grande Minas.

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