Operação “Palco Oculto” investiga desvio de recursos em rodeio de Manga

Por Redacao JNM
abril 29, 2026 Atualizado há42 minutos atrás
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Operação "Palco Oculto" investiga desvio de recursos em rodeio de Manga

A manhã desta quarta-feira (29) foi marcada por uma intensa movimentação policial no município de Manga, no extremo Norte de Minas. A Polícia Civil (PCMG), em apoio ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), deflagrou a Operação Palco Oculto, que mira um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo o 1º Rodeio de Manga.

Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. As equipes percorreram residências de investigados, endereços empresariais e prédios públicos vinculados aos alvos da apuração.


O Esquema: Dinheiro público sob suspeita

O foco da investigação é a estrutura montada para o rodeio realizado entre os dias 5 e 7 de setembro do ano passado, durante as celebrações do 102º aniversário da cidade. Segundo as autoridades, há fortes indícios de que os valores pagos à empresa contratada para o evento não foram utilizados apenas para o serviço prestado.

O Ministério Público aponta um possível fluxo financeiro suspeito:

  • O dinheiro saía dos cofres públicos para a empresa contratada;
  • Posteriormente, esses valores seriam movimentados por meio de “laranjas” (pessoas interpostas) e outras empresas.

Apreensões e Alvos

A operação resultou na apreensão de um vasto material que agora passará por análise técnica:

  • Documentação: Processos administrativos, notas fiscais, contratos e registros contábeis;
  • Eletrônicos: Computadores e dispositivos de armazenamento;
  • Bens e Valores: Três veículos foram recolhidos, além de mais de R$ 27 mil em espécie.

Entre os alvos dos mandados estão dois investigados centrais: um agente público municipal e um particular que possui vínculo familiar com um integrante do Poder Executivo local.


Compromisso com a Transparência

Para o delegado regional em Januária, Luiz Bernardo Rodrigues de Moraes Neto, a integração entre as forças de segurança é vital para proteger o erário.

“A Polícia Civil atua de maneira técnica e imparcial, com foco na coleta de elementos probatórios que permitam o completo esclarecimento dos fatos, sempre observando as garantias constitucionais”, afirmou o delegado.

As investigações continuam em curso para identificar o montante total do prejuízo aos cofres de Manga e a extensão da rede criminosa. Até o fechamento desta edição, a Prefeitura de Manga não havia se pronunciado oficialmente sobre a operação.


Fotos e Fonte: ASCOM PCMG

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