CRISE NA CAMPANHA: Posts polêmicos sobre igrejas e pessoas brancas gera afastamento de Ana Elisa da campanha de Lula

Douglas Muniz
Por Douglas Muniz
outubro 10, 2026 • Atualizado há7 dias atrás
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Parlamentar mais jovem do país, recrutada para reforçar a comunicação digital do presidente, enfrenta resgate de mensagens polêmicas no X sobre religião e impostos; defesa alega descontextualização e publicações feitas aos 17 anos.

A estratégia da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para atrair o eleitorado jovem no segundo turno das eleições presidenciais sofreu um duro golpe analítico e político nas redes sociais. A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG), guindada ao núcleo de comunicação digital do partido após ser a mulher mais votada de Minas Gerais, tornou-se o centro de uma forte ofensiva liderada por opositores e parlamentares de direita.

O motivo do desgaste foi o resgate maciço de publicações antigas feitas por Ana Elisa no X (antigo Twitter). As postagens, que abordavam temas sensíveis como impostos a igrejas evangélicas e posições ideológicas contundentes, passaram a ser utilizadas pela oposição como munição política, gerando ruído na articulação com setores moderados e religiosos do eleitorado.

Do Sucesso Esmagador ao Desgaste Digital

Eleita aos 21 anos com mais de 524 mil votos, Ana Elisa foi convocada pelo PT para reformular a linguagem da campanha nas plataformas digitais, defendendo a transição de conteúdos extensos para formatos dinâmicos como TikTok e Reels.

Contudo, a rápida projeção nacional expôs o histórico digital da parlamentar. Opositores resgataram mensagens sobre religião e tributação, gerando uma onda de controvérsia que culminou no desativamento temporário do perfil da deputada, que também denunciou ter recebido ameaças violentas.

Retratação, Defesa e Resposta Oficial

Em nota de esclarecimento divulgada por sua equipe, a parlamentar afirmou que os trechos veiculados foram retirados de contexto e ressaltou que a maioria das mensagens data de quando tinha 17 anos.

“Ana assume o que escreveu, retrata-se e pede desculpas a quem se sentiu ofendido, mas é importante que se diga: aos 21, já não pensa como antes. É católica praticante e defende a liberdade religiosa, o Estado laico e a democracia”, diz o comunicado, amparando-se também no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para criticar o uso político de postagens feitas durante a menoridade.

Apesar do pedido de desculpas e do esclarecimento, o episódio reacendeu a disputa sobre a comunicação no segundo turno, exigindo retrabalho dos marqueteiros da campanha petista para conter os danos no segmento evangélico e conservar a coesão da frente ampla.

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Apaixonado por comunicação, games e bastidores políticos. Trago na bagagem experiências marcantes no rádio e a produção de conteúdo de jogos no acao2d.com.br. No momento, vivo uma nova vertente profissional, desbravando o complexo e fascinante cenário da política norte-mineira.

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