CHOQUE NO NORTE DE MINAS: Filha encomendou execução da própria mãe a golpes de machado por R$ 2 mil em Pirapora
A repercussão de um crime violento ocorrido em Pirapora, no Norte de Minas Gerais, tomou conta dos noticiários do estado após a divulgação de que uma adolescente de 15 anos teria encomendado o assassinato da própria mãe a golpes de machado.
O caso chocou a população local e regional pela gravidade e crueldade do ato, tornando-se o principal destaque nas manchetes da imprensa mineira e gerando forte comoção e debate sobre a violência praticada no âmbito familiar.
O Crime e o Resgate
A vítima, uma mulher de 44 anos, foi surpreendida dentro de sua residência ao sofrer um ataque brutal com o uso de um machado. Mesmo gravemente ferida, ela conseguiu gritar por socorro, o que levou vizinhos a arrombarem o portão do imóvel para prestar auxílio. O agressor fugiu do local logo após a ação.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e encaminhou a mulher em estado grave para o Hospital Doutor Moisés Magalhães Freire, onde ela permanece sob cuidados médicos intensivos.
Planejamento e Prisão dos Envolvidos
A Polícia Militar iniciou as diligências após o atendimento no local e acabou encontrando a filha da vítima nos fundos da casa. Inicialmente, a jovem alegou ter sido agredida pelo invasor. Contudo, durante as investigações e depoimentos prestados à polícia, ela confessou ter planejado a execução da mãe devido a desentendimentos familiares.
De acordo com o apurado pelas forças de segurança:
- A promessa de recompensa: A jovem articulou uma emboscada e contratou outro adolescente, de 13 anos, prometendo um pagamento em dinheiro de R$ 2.000,00 além de engatar um relacionamento amoroso com ele em troca do crime.
- A localização do executor: O garoto de 13 anos foi localizado pela PM na casa da avó, no bairro Cidade Jardim, e confirmou sua participação no ataque.
Medidas Cabíveis
Ambos os adolescentes foram apreendidos e encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Plantão. O caso foi repassado ao Ministério Público e à Vara da Infância e da Juventude, que instauraram o procedimento para aplicação das medidas socioeducativas previstas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A Polícia Civil segue investigando todos os detalhes das motivações e do planejamento do ataque.
Carlos Britto
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