Sem conseguir contato com o Corpo de Bombeiros, moradores entram em desespero com fogo que já dura 3 dias e ameaça casas em São João da Ponte
Moradores do meio rural enfrentam chamas que se aproximam das casas; desespero leva a manobras arriscadas enquanto comunidade busca socorro das forças de emergência.
A apreensão e o desespero tomaram conta dos moradores da comunidade rural de Sete Ladeiras, pertencente ao município de São João da Ponte, no Norte de Minas. Há pelo menos três dias, um incêndio em vegetação consome a região e avança de forma descontrolada pelas margens das estradas e pastagens, aproximando-se perigosamente das estruturas residenciais e quintais da localidade.
Registros em vídeo e áudios compartilhados por moradores expõem o pânico de famílias que veem a fumaça e as chamas cercando o fundo de suas propriedades. Em meio à angústia e diante da dificuldade de comunicação com os órgãos de resgate, moradores locais chegaram a tentar a tática do “contra-fogo” — aceiro queimado — como medida desesperada de contenção para salvar as moradias.
“A gente achou que não ia chegar perto das casas, mas chegou. O pessoal começou a se desesperar. Tem áudio de gente chorando por conta de o fogo estar na porta de casa, com medo de perder tudo” — relatou um morador do local.
Situação Crítica no Norte de Minas
O episódio em Sete Ladeiras se insere em uma onda de queimadas que atinge a vegetação do Norte de Minas neste período de seca, agravada pelas altas temperaturas e baixa umidade do ar. O avanço acelerado do fogo sobre cercas e áreas agrícolas coloca em risco vidas humanase cria um cenário de emergência sanitária em razão da densa fumaça.
O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) orienta que a população evite atear fogo de forma improvisada, pois a prática do contra-fogo sem preparo técnico pode piorar a propagação das chamas sob a ação do vento.
Em situações em que o sinal de telefone tradicional falhar para o número 193, a orientação é acionar imediatamente a Defesa Civil Municipal, a Polícia Militar (190) ou buscar apoio das brigadas rurais e da prefeitura local para o envio de caminhões-pipa e máquinas pesadas para abertura de aceiros nas proximidades das casas.
Redacao JNM
Formada por estágiários em jornalismo e colaboradores independentes do Norte de Minas
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