‘É Bom Demais’: Conheça a trajetória de Chico Rezendi, voz de ‘Zoião’ interrompida por trágico acidente

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Por Redacao JNM
setembro 27, 2026 • Atualizado há2 dias atrás
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Se você viveu o auge do forró regional na transição dos anos 1990 para os anos 2000, certamente se lembra da bordão inconfundível que ecoava em carros de som, rádios e palcos de cidades do interior: “É bom demais!”. A marca registrada pertencia a Chico Rezendi (frequentemente grafado como Chico Resende), nome por trás do projeto Chico Rezendi & Bom Demais, uma das maiores referências do forró reggae de teclado e xote daquela época.

Com o estrondoso sucesso da música “Zoião”, a trajetória de Chico movimentou multidões por Minas Gerais, Bahia, Maranhão e Piauí. Contudo, a carreira de um dos artistas mais promissores da cena regional foi interrompida de forma precoce em um trágico acidente de trânsito na BR-135, no ano de 2000.

O Fenômeno do Forró Regional nos Anos 90

A trajetória de Chico Rezendi começou no circuito de bailes e serestas. Com a popularização dos arranjos eletrônicos de teclado e sanfona no fim dos anos 90, o cantor reformulou sua identidade musical e formou a banda Chico Rezendi & Bom Demais.

A mistura do ritmo acelerado do forró e reggae com composições românticas e refrãos chiclete rapidamente caiu no gosto popular. O ritmo romântico, que conversava diretamente com a rotina e as festas do interior, garantiu ao cantor presença constante na programação de rádios comunitárias e em praças públicas de centenas de municípios.

“Você quer matar papai, zoião / Você quer me destruir me ferindo…” — Trecho da música “Zoião”, grande marco do repertório de Chico Rezendi.

O Sucesso Absoluto do Hit ‘Zoião’ e o Bordão ‘É Bom Demais’

Lançado no CD volume 2, o hit “Zoião” transformou-se em um hino nas festas regionais. A canção não apenas dominou o circuito de shows de Chico Rezendi, como também ultrapassou as fronteiras de sua banda original.

Nos anos seguintes, a composição foi regravada por diversos nomes da música nordestina, incluindo a banda Forró Saborear, consolidando a música como um verdadeiro clássico do forró das antigas. Além de “Zoião”, o repertório do artista guardava outros sucessos lembrados por fãs, como “Perdido de Amor”, “Te Amo Demais” e “Deusa de Fogo”.

Quando a noite cai

A canção “Quando a Noite Cai” é um dos marcos mais expressivos da carreira de Chico Rezendi, consolidando sua identidade musical marcante e romântica.

Com uma melodia apaixonada e arranjos característicos do brega-romântico da época, a música aborda sentimentos intensos de saudade, solidão e o desejo de reencontro quando a escuridão da noite chega e aflora as lembranças de um grande amor.

  • Impacto no Repertório: A faixa se tornou uma das mais pedidas em suas apresentações ao vivo e foi indispensável nos shows pelo interior do Brasil.
  • Marca Registrada: Ficou conhecida como um verdadeiro “hino de paixão” entre seus fãs, sendo lembrada como uma das composições que melhor definem a sensibilidade vocal e o carisma de Chico Rezendi.

O Trágico Acidente na BR-135

No dia 4 de outubro de 2000, às 5h20, a trajetória do artista Chico Rezendi terminou de maneira abrupta. O cantor faleceu aos 27 anos em decorrência de um grave acidente de carro.

Seus últimos shows em Minas Gerais foram realizados na região do Norte de Minas, cumprindo uma agenda de compromissos políticos da época período em que a legislação ainda permitia a realização de “showmícios”. Em sua passagem pelo estado, o artista realizou apresentações em cidades como Manga, Itacarambi, Miravânia e Januária, além de outros municípios vizinhos.

Seu último show foi no dia 2 de outubro de 2000, em Salinas, no Maranhão. Logo após o show, Chico Rezendi e sua banda foram passar o domingo em Flores do Piauí. No domingo, às 19h, partiram rumo a São Paulo. Chico Rezendi estava ao volante. Segundo informações de sua esposa na época, ele não confiava em outras pessoas dirigindo à noite; por isso, dirigiu até as 5h, quando parou e entregou as chaves para o motorista da banda. Às 5h20, o carro em que toda a banda estava caiu em um buraco de 4,5 metros de profundidade. Chico Rezendi estava sem cinto de segurança e ficou preso debaixo do veículo. O acidente ocorreu na rodovia BR-135, no município de Formosa do Rio Preto, na Bahia, bem próximo à ponte que atravessa o Rio Preto.

A notícia da tragédia causou comoção imediata entre contratantes, radialistas e a legião de fãs que acompanhavam o crescimento da banda. Ao chegar a São Paulo, Chico assinaria um contrato com Mano Véio & Mano Novo e tinha na agenda a gravação de programas de grande audiência nacional, como os de Raul Gil e da Xuxa, além de uma extensa turnê já confirmada para as festividades de fim de ano.

O Legado Digital e a Memória Preservada por Fãs

Apesar de ter atuado em um período anterior às plataformas digitais de streaming e às redes sociais modernas, a obra de Chico Rezendi continua viva graças ao esforço coletivo de colecionadores, fãs e canais de acervo musical.

Hoje, álbuns completos e registros ao vivo do cantor continuam acumulando milhares de execuções em plataformas como YouTube e Palco MP3. Chico Rezendi permanece gravado na história da música regional brasileira como uma voz marcante que embalou gerações do forró na virada do milênio.

Fotos da época

Pergunta ao Leitor

Você chegou a ir a algum show do cantor Chico Rezendi ou se lembra de ouvir ‘Zoião’ nas rádios da região? Deixe seu comentário e compartilhe suas lembranças!

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