RIO SÃO FRANCISCO: Cemig Abre Vertedouro da Usina de Três Marias e Nível do Velho Chico Deve Subir em Januária e Municípios Ribeirinhos
Operação determinada pelo ONS liberará vazão de até 1.360 m³/s no fim de semana; concessionária garante que volumes previstos não oferecem risco de inundações.
A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) inicia nesta sexta-feira (16 de outubro) a operação de abertura das comportas do vertedouro da Usina Hidrelétrica de Três Marias, na Região Central do Estado. A medida terá reflexo direto no volume e na elevação da calha do Rio São Francisco em municípios ribeirinhos do Norte de Minas, como Januária, Pirapora, São Romão e Manga.
A partir das 8h30 desta sexta-feira, o vertedouro começou a liberar uma vazão inicial de 400 metros cúbicos por segundo (m³/s). No sábado (17 de outubro), essa liberação será ampliada para 700 m³/s.
Quando somada à água que já passa normalmente pelas turbinas da usina para geração de energia, a vazão total liberada pela hidrelétrica saltará dos atuais 1.060 m³/s para 1.360 m³/s durante o fim de semana.
Motivação Operacional e Gestão dos Reservatórios
A manobra foi formalmente determinada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e possui previsão de duração de cinco a sete dias, podendo passar por reavaliações técnicas diárias a depender das condições pluviométricas e do volume útil do reservatório.
Segundo a concessionária, o procedimento visa reforçar a segurança do abastecimento do Sistema Interligado Nacional (SIN) e otimizar a gestão integrada da bacia hidrográfica do São Francisco no início do período chuvoso.
Alerta a Ribeirinhos e Prefeituras
A Cemig tranquilizou a população e garantiu que as vazões programadas não têm potencial para provocar transbordamentos ou inundações em áreas urbanas e rurais da calha do Velho Chico.
Ainda assim, prefeituras municipais, Coordenadorias de Defesa Civil e colônias de pescadores de toda a região do Médio São Francisco foram notificadas preventivamente para que acompanhem a variação do nível da água e orientem banhistas, navegadores e produtores rurais que mantêm equipamentos ou criações nas proximidades das margens.
Carlos Britto
é jornalista e radialista, com 15 anos de experiência na comunicação. Ao longo de sua trajetória, construiu uma carreira marcada pelo compromisso com a informação, a comunicação e o jornalismo, atuando no rádio e em diferentes frentes da imprensa.
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